equívoco implume

I

nunca fui humano


meu torso é o andor de um erro
em que o verbo faz
da carne
jazigo
nascente
espelho


II

abrigo meu nome no tempo


atravesso um corredor entre dois leitos
e neste veio ruidoso de cal
emudeço


III

tenho todas as palavras nos punhos


e arrebento as linhas das palmas
puxando
cavalos
de vento

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